domingo, 21 de fevereiro de 2010

Corrução - uma questão familiar.


O que significa corrução ou, se preferirem corrupção? Tema tão em evidência em nossa atualidade já há algum tempo, é matéria obrigatória em quase toda conversa.

Estamos constante e continuamente sendo surpreendidos (ou talvez nem mais) com manchetes em jornais ou em matérias televisivas com este tema - Corrução.

A palavra deriva do latim. Segundo a Wikipédia, deriva de corruptus que, numa primeira acepção, significa quebrado em pedaços e numa segunda, apodrecido, pútrido. Significa portanto decadência, depravação, degradação, desmoralização, suborno, podridão. E quem pratica o ato é corruto ou corrupto. É aquele que corrompe os princípios morais geralmente em benefício próprio.

Vimos há pouco tempo em cenas deprimentes e escandalosas, o governador do Distrito Federal - Roberto Arruda - ser flagrado recebendo propina. Aquelas cenas estão disponíveis na internet para quem quiser ver. Há um pouco mais de tempo atrás, flagrou-se gente colocando dinheiro em cueca, prendeu-se gente com mala de dinheiro recebido ilícitamente e outras barbaridades inconcebíveis.

Hoje fui surpreendido por um jornalista que me questionava: será que nós não somos também corrutos? Ou mais incisivamente - você é corruto?

Quando alguém coloca dinheiro por baixo da carteira de motorista que entrega ao guarda de trânsito está sendo corruto. O guarda está exercendo uma obrigação sua de fiscalizar a regularidade do cidadão e este tenta lhe comprar com aquele dinheiro porque cometeu alguma irregularidade e não quer pagar uma multa, está sendo corruto.

Quando alguém compra um CD ou DVD pirata no camelô ao preço de R$ 10 ou de R$ 5 porque acha melhor do que pagar um preço de R$ 20 ou R$ 30 ou até R$ 50 pelo mesmo CD em uma loja está sendo corruto.

Há dois tipos de corrução - a corrução ativa, que é aquela em que o agente contribui para a subversão dos valores morais, corrompendo as normas legais, e a corrução passiva, que é aquela em que o agente é o beneficiário direto, é o agente público que recebe o suborno. Amplamente falando, como estamos colocando aqui, a corrução passiva é a do vendedor de CDs piratas ou o guarda-de-trânsito que recebe a "bola". A corrução ativa é de quem compra o CD pirata ou quem oferece a "bola" ao guarda-de-trânsito para se livrar da multa.

Ou seja, resumindo: Ninguém ou quase ninguém no Brasil pode se indignar com as cenas que chocaram todo mundo de um governador recebendo propina.

Mas o que fazer? Aceitar agora que como eu sou corruto, nossos governantes também podem ser? Nunca!!!

O que precisamos é exercer nossa cidadania. É nos policiarmos para não contribuirmos para corrução, educar nossos filhos para cumprirem com seu dever de cidadãos, e combatermos sempre, qualquer ato de corrução sejam nossos ou de alguém ligado a nós.

O comportamento ético só se consegue através da educação que, em primeira instância, é obtida e oferecida na família. Depois na escola. Mas, de nada adianta dizer aos nossos filhos ou alunos o que eles devem ou podem fazer se eles não presenciarem exemplos compatíveis. O exemplo é fundamental na educação. Se você diz ao filho que ele não pode mentir mas, na hora que chega um cobrador ou uma visita indesejável você manda seu filho dizer que você não está, o que ele apreende é que se pode mentir. Que é permitido mentir. Que a informação recebida de que não se deve mentir é só pra uma fachada. Mas "escondido" eu posso mentir. E de uma pequena transgressão, o pulo para uma grande é ligeiro e fácil.

Até qualquer hora!
Alberto Valença.

domingo, 21 de junho de 2009

A Grande Farsa do Sistema Jornal do Commercio

Lamentavelmente, um evento que poderia ter-se constituído num grande momento da prática da cidadania da cidade de Recife PE, tornou-se, pelo menos para mim, uma Grande Farsa!!

Justifico: O evento foi realmente grandioso! Presenças marcantes, pessoas influentes, de boa percepção da realidade conjuntural do país e, em especial de Pernambuco e do Recife, discussões importantes, temas instigantes, um verdadeiro show.

Não fosse por evidenciar uma prática extremamente condenável a quem pretende abraçar uma causa como a da cidadania.

Em determinado momento do Encontro, o apresentador informa que seriam oferecidas 40 assinaturas diárias de 1 mês do Jornal do Commercio. Que as pessoas procurassem na sua cadeira um papel com o impresso "Vale uma Assinatura JC". E eu fui um dos "felizardos". Foi o que pensei no momento. Ao finalizar o evento, foi oferecido um ágape e os certificados. Ao receber meu certificado entreguei o meu papel impresso e me foi solicitado preencher uma ficha de dados para entrega do meu jornal.

Pensei comigo: como vou passar um mês recebendo a assinatura que ganhei, vou suspender a minha até o final de junho. Já no dia seguinte, 27 de maio, estava ligando para o setor de atendimento aos assinantes do Jornal do Commercio para solicitar esta suspensão, pois acreditava que estaria recebendo o primeiro jornal de minha assinatura com a qual havia sido contemplado já naquele dia 27. Qual nada!!!
Passou o dia 28, 29, 30 de maio... e nada de chegar meu jornal. Então, 1º de junho resolvi ir até o Jornal do Commercio para saber o que ocorrera.

Nunca fui tão destratado em toda minha vida!! Parecia mais que eu era um moleque de rua, um cheiracola!!! Estava com as mãos cheias de pacotes e sacolas e sequer tinha aonde por meus pertences pois fui obrigado a esperar que alguém de lá do Sistema JC viesse até o lado de fora, na rua (pasmem!!!) para me atender!!!

Ao ser atendido, fui informado que estava demorando porque ainda não havia sido cadastrado o meu nome mas que provavelmente até o dia seguinte que era uma quinta-feira, meu jornal estaria chegando ao meu endereço. Por segurança, a pessoa que me atendeu, a sra. Keith me forneceu o seu telefone e me pediu que, se meu jornal não chegasse no dia seguinte, que eu ligasse pra ela que a mesma teria como fazer meu jornal chegar na minha residência já na sexta-feira. Fiquei tranquilo e esperei.
Passou a quinta, não chegou o jornal, liguei pra ela conforme combinado. Ela não atendeu o telefone. Passei resumidamente a conversa que tivera no dia anterior para quem me atendeu e aguardei. Passsou a sexta, o sábado, domingo... E todos os dias até hoje... Já estamos no dia 21 de junho. Quase um mês após a data do evento em que "fui contemplado" com uma assinatura do Jornal do Commercio.

Que Grande Farsa!!! Tenho certeza, que o Sr. João Carlos Paes Mendonça, como homem honrado que parece ser, não sabe de como seus funcionários têm conduzido o Sistema JC que ele com tanto esforço conseguiu erguer.

Mas o fato é que o Atitude Cidadã e o Sistema Jornal do Commercio, não passm de uma Grande Farsa!!! Tal como o nosso Congresso Nacional.

sábado, 23 de maio de 2009

Um importante evento

Como fazia muito tempo que não postava nada aqui, hoje, ao resolver fazê-lo, primeiro dei uma olhadinha no sítio recomendado na postagem anterior - Atitude Cidadã - do Sistema Jornal do Commercio. E, para minha surpresa e alegria, vi que haverá no próximo dia 26 um evento patrocinado pelo JC sobre cidadania e comunicação, em comemoração aos 2 anos do Atitude Cidadã. E o melhor é que é um evento gratuito. E já me inscrevi para participar!

O evento é direcionado a a estudantes e profissionais da comunicação. Vale a pena conferir!

terça-feira, 30 de setembro de 2008

A Cidadania na internet

Achei muito iteressante o fato de, no mesmo dia que resolvi criar este blog, ter sido publicada no Jornal do Commercio uma matéria sobre o tema. E não criei o blog por causa dessa matéria! Podem não acreditar mas, só vim ler o jornal do domingo hoje, terça-feira. Mas não precisa ninguém duvidar pois, tenho me interessado por este tema há muito tempo, inclusive já fiz duas palestras destacando a necessidade de se cultivar e desenvolver a cidadania. Tenho inclusive um projeto de vida que, com muita felicidade, tomei conhecimento este ano que os colégios do Estado estão implantando uma disciplina que estuda e desenvolve a cidadania dos jovens.

Pois bem, o Jornal do Commercio deste domingo dia 28 de setembro, no seu Caderno Revista JC apresenta uma matéria bastante interessante e que merece destaque. Não tem o autor mas a matéria divulga um site onde a cidadania é praticada. O endereço é www.atitudecidada.com.br e merece uma visita. Parabéns ao Sistema Jornal do Commercio de Comunicação e a ONG Recife Voluntário pela iniciativa.

domingo, 28 de setembro de 2008

O que é Cidadania?

Colhi o texto abaixo em algum lugar que não recordo mais. Transcrevo-o com algumas alterações que fiz pois considero que pode ajudar muita gente a entender melhor o que seja Cidadania.

A origem da palavra cidadania é latina. Vem da palavra “civitas”, que quer dizer cidade. Esta palavra foi usada na antiga Roma para indicar a situação política de uma pessoa e os direitos que ela tinha ou podia exercer.

Segundo Dalmo de Abreu Dallari:
A cidadania expressa um conjunto de direitos que dá à pessoa a possibilidade de participar ativamente da vida e do governo de seu povo. Quem não tem cidadania está marginalizado ou excluído da vida social e da tomada de decisões, ficando numa posição de inferioridade dentro do grupo social”.
(DALLARI, Direitos Humanos e Cidadania. São Paulo: Moderna, 1998. p.14).

Na Grécia de Platão e Aristóteles, eram considerados cidadãos todos aqueles que estivessem em condições de opinar sobre os rumos da sociedade.

No Brasil, a nossa cidadania está ainda em gestação. Demos saltos importantes com o processo de redemocratização e a Constituição de 1988. Mas, muito temos ainda que construir!

Predomina ainda uma visão reducionista da cidadania. Para muitos, a cidadania se resume a votar, e de forma obrigatória, pagar os impostos. Ou seja, fazer coisas que nos são impostas.

Encontram-se ainda muitas barreiras culturais e históricas para a vivência da cidadania. Somos filhos e filhas de uma nação nascida sob o signo da cruz e da espada, acostumados a apanhar calados, a dizer sempre “sim senhor” , a “engolir sapos”, a “achar normal” as injustiças, a termos um “jeitinho” para tudo, a não levar a sério a coisa pública, a achar que os bens públicos, como não são meus, não importa que alguém os destrua, a achar que o governo tem muito dinheiro e que pode gastar à vontade que não vai me afetar, a pensar que direitos são privilégios e exigi-los é ser boçal e metido, a pensar que Deus é brasileiro e se as coisas estão como estão é por vontade Dele.

Os direitos que temos não nos foram conferidos, mas conquistados. Muitas vezes compreendemos os direitos como uma concessão, um favor de quem está em cima para os que estão em baixo. Contudo, a cidadania não nos é dada, ela é construída e conquistada a partir da nossa capacidade de organização, participação e intervenção social.
A cidadania não surge do nada como um toque de mágica, nem tampouco a simples conquista legal de alguns direitos significa a realização destes direitos. É necessário que o cidadão participe, seja ativo, faça valer os seus direitos. Não é porque existe o Código do Consumidor, que automaticamente deixarão de existir os desrespeitos aos direitos do consumidor. Será que isto é suficiente para que estes direitos se tornem efetivos? Não! Se o cidadão não se apropriar desses direitos fazendo-os valer, eles serão letra morta, ficarão só no papel.
Construir cidadania é também construir novas relações e consciências. A cidadania é algo que não se aprende com os livros, mas com a convivência, na vida social e pública. É no convívio do dia-a-dia que exercitamos a nossa cidadania, através das relações que estabelecemos com os outros, com a coisa pública e o próprio meio ambiente. A cidadania deve ser perpassada por temáticas como a solidariedade, a democracia, os direitos humanos, a ecologia, a ética.
A cidadania é tarefa que não termina. A cidadania não é como um dever de casa, onde faço a minha parte, apresento e pronto, acabou. Enquanto seres inacabados que somos, sempre estaremos buscando, descobrindo, criando e tomando consciência mais ampla dos direitos. Nunca poderemos chegar e entregar a tarefa pronta, pois novos desafios na vida social surgirão, demandando novas conquistas e, portanto, mais cidadania.

Ser cidadão é respeitar e participar das decisões da sociedade para melhorar suas vidas e a de outras pessoas. Ser cidadão é nunca se esquecer das pessoas que mais necessitam. A cidadania deve ser divulgada através de instituições de ensino e meios de comunicação para o bem estar e desenvolvimento da nação.

A cidadania consiste desde o gesto de não jogar papel na rua, não pichar os muros, respeitar os sinais e placas, respeitar os mais velhos (assim como todas às outras pessoas), não destruir telefones públicos, saber dizer obrigado, desculpe, por favor e bom dia quando necessário... até saber lidar com o abandono e a exclusão das pessoas necessitadas, o direito das crianças carentes e outros grandes problemas que enfrentamos em nosso país.

"A revolta é o último dos direitos a que deve um povo livre para garantir os interesses coletivos: mas é também o mais imperioso dos deveres impostos aos cidadãos." Juarez Távora - Militar e político brasileiro.